Eu Li: A princesa salva a si mesma neste livro | Amanda Lovelace

A princesa salva a si mesma neste livro de Amanda Lovelace é um livro que eu sempre lia sobre, mas por saber que era um livro de poemas, eu nunca tive muita vontade de ler.

Porém, quando acabei Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie, quis ler um livro pequeno e rápido. Pesquisando, eis que caí neste que eu sempre deixava para depois. Eu sabia que ele era rápido, mas não sabia que seria tão rápido como foi.

Mas antes de falar do livro, vamos a sinopse.

Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fadas à realidade feminina do século XXI. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes (“A princesa”, “A donzela”, “A rainha” e “Você”), o livro combina o imaginário dos contos de fadas à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito.

Livro A princesa salva a si mesma neste livro de Amanda Lovelace

Bom, pelo que vocês leram da sinopse acima, deu para perceber que apesar de curto, o livro é bem reflexivo, né?! Pois é, mesmo quando eu quero ler algo rápido, acabo caindo em livros mais reflexivos, mas nunca me arrependo.

Eu comecei a ler este livro antes de dormir e peguei no sono. Quando acorde de madrugada, sofro de insônia, vi que já tinha lido 60% do livro. Resolvi que continuaria lendo até para ver se eu conseguia dormir de novo. Só que eu li os 40% restantes super rápido, antes mesmo do sono resolver voltar. Li, literalmente, da noite para o dia. Dormi a noite lendo e acordei de manha, com o livro lido.

Livro A princesa salva a si mesma neste livro de Amanda Lovelace

Achei que é o tipo de livro que a gente tem que ter na nossa mesinha de cabeceira, para sempre poder ler e reler. Mesmo que não leiamos todo ele, mas para lermos sempre algumas passagens ou as passagens que mais nos marcaram.

Ah, e caso você compre o livro físico, prepare um lápis ou uma caneta destaca-texto porque é impossível não grifar as passagens que te marcarem mais. Eu marquei 35 passagens, mas marcaria até o livro inteiro e ai a marcação, talvez perdesse o sentido.

Livro A princesa salva a si mesma neste livro de Amanda Lovelace

Minha passagem favorita! Inclusive, eu quero imprimir e colocar na parede na minha frente, colocar na geladeira, no espelho do banheiro, para ver se eu aprendo a falar não quando quero.

Tem passagens que martelam até agora na minha cabeça e tenho certeza que ainda vão martelar por muito tempo. É um livro que se lê rápido, mas que você vai lembrar dele para o resto da sua vida.

Recomendo para todas as pessoas! Ele fala sobre autoestima, amor em todas as formas, relacionamentos abusivos e outros assuntos que precisamos refletir e muitas vezes melhorar. Ele vai te fazer refletir sobre seu autoconhecimento e seu amor próprio.

Alguém já leu?! O que achou?

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Eu Li: Americanah | Chimamanda Ngozi Adichie

Vamos falar de um livro sensacional?! Sim, Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie, autora nigeriana, é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida! Sabe aquele livro que você tem dó de acabar?! Pois é, ele tem nome: Americanah!

Sinopse: Uma história de amor implacável que trata de questões de raça, gênero e identidade.
Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. 
Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.

Livro Americanah de Chimamanda Ngozi Adichie - Giuli Castro

Este livro é uma ficção, um romance, mas que paralelamente trata assuntos políticos como racismo, preconceito, machismo e feminismo.

“The first step to honest communication about race is to realize that you cannot equate all racisms” Americanah – Chimamanda Ngosi Adichie

“O primeiro passo para uma comunicação honesta sobre raça é perceber que você não pode igualar todos os racismos.” Tradução livre por mim

É um livro grande, quase 600 páginas, e bem denso. Daqueles que não são rápidos de ler. Eu li em inglês e demorei mais de um mês para ler. Mas não eu não sentia de saco cheio do livro, sabem?! Eu queria todo dia ler mais um pouco para saber da história e quando acabou, fiquei desejando ainda mais!

“Race doesn’t exist for you because it has never been a barrier. Black folks don’t have that choice”. Americanha- Chimamanda Ngozi Adichie

“Raça não existe para você porque nunca foi uma barreira. Pessoas negras não tem essa opção”. Tradução livre por mim

É um livro fantástico, que abre a nossa cabeça para muitas coisas que a gente não viveu e nem tinha a menor ideia de como era.

Ifemelu é uma personagem muito forte, crítica e que eu criei um carinho muito grande por ela. Por várias vezes, eu queria ser amiga dela, dar um abraço e dizer que eu estava ali para ajudá-la.

Em seu blog, Ifemelu conta histórias que ela presenciava enquanto vivia nos Estados Unidos. Histórias de como as pessoas tratavam negros, imigrantes, mulheres. Tem vários posts do blog dela no final de alguns capítulos. É daqueles blogs que você torceu o tempo todo para existir de verdade e não só no livro, sabem?!

“… race is not biology; race is sociology. Race is not genotype; race is phenotype. Race matters because of racism, And racism is absurd because it’s about the shade of your skin and the shape of your nose and the kind of your hair”. Americanah – Chimamanda Ngozi Adichie

“… raça não é biologia; raça é sociologia. Raça não é genótipo; raça é fenótipo. Raça importa por causa do racismo. E racismo é absurdo porque é sobre a tonalidade da sua pele e o formato do seu nariz e o tipo do seu cabelo.” Tradução livre por mim.

Eu estou apaixonada pela autora e já quero ler todos os livros dela e com certeza vou ler e trazer as resenhas para vocês.

Americanah é um soco no nosso estomago, principalmente de nós que nunca sofremos preconceito pela tonalidade da nossa pele. Enquanto eu lia o livro, me parecia uma história real e não uma ficção. Com certeza, tem muitas pessoas que sofreram e ainda sofrem com racismo, preconceito e machismo como Ifemelu. O mundo ainda é racista, por mais que as pessoas digam que não e tentem tampar o sol com a peneira.

Meu único conselho é: leiam esse livro incrível!

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Eu Li: Underground Railroad – Os caminhos para a Liberdade | Colson Whitehead

Eu e o Renato, as vezes, escolhemos livros para ler juntos. Eu escolhi O Conto da Aia e a ultima vez, ele escolheu o Underground Railroad – Os caminhos para a liberdade.

Esse livro ganhou o Man Book Booker Prize e autor best-seller do The New York Times. Estava super animada para ler.

Sinopse: Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.

Livro Underground Railroad

Esse livro conta a história sobre a escravidão nos Estados Unidos. Eu nunca tinha lido nenhum livro sobre isso e me interessou bastante.

A história em si do livro é muito boa e não tem como não se apegar a Cora, a personagem principal. Porém achei a narrativa muito complicada, e as vezes ficava perdida na história. Muitos personagens, muitas idas e vindas no tempo.

Acho que como tudo que é História {como H maiúsculo}, mesmo que contada em forma de ficção como esse livro, deve ser lido. A gente aprende bastante e se educa para que nunca mais esse tipo de coisa aconteça novamente. Você viver para buscar a liberdade, que deveria ser um direito de todos desde sempre, beira o absurdo. Não é uma coisa que você deveria viver para buscar só por causa da sua raça ou cor da pele. Cor da pele e raça não faz ninguém diferente de ninguém.

Tem cenas fortes no livro, por muitas vezes, eu precisei parar para respirar de tão indignada que fiquei. A gente escuta falar sobre os absurdos que aconteciam durante o período escravocrata dos países, mas quando você lê ali uma história, é impossível não imaginar como foi e se indignar ainda mais.

Apesar de não ser o meu tipo de narrativa favorita, é um livro bastante reflexivo. Eu gostei muito da história e recomendo sim.

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